Terça-feira, 16 de junho de 2026
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Investigador que matou PM em conveniência de Cuiabá é condenado a 2 anos de prisão

Sentença do Tribunal do Júri determina cumprimento da pena em regime aberto; crime ocorreu após desentendimento em posto de combustível.

O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (15), o investigador da Polícia Civil, Mário Wilson Vieira, à pena de 2 anos de prisão pela morte do policial militar Thiago de Souza Ruiz. O crime, que chocou as forças de segurança do estado, ocorreu em abril de 2022, dentro da conveniência de um posto de combustível na capital.

Durante o julgamento, os jurados acolheram a tese de excesso culposo na legítima defesa. O entendimento do conselho de sentença foi de que, embora o investigador tenha reagido a uma situação de conflito, ele excedeu os limites necessários ao efetuar os disparos que vitimaram o PM. Com a desclassificação do crime de homicídio qualificado para a modalidade culposa (quando não há intenção de matar), a pena foi fixada em um patamar que permite o cumprimento inicial em regime aberto.

O caso remonta a uma madrugada de quinta-feira, quando ambos os agentes estavam na conveniência e iniciaram uma discussão que escalou para uma luta corporal e o uso de arma de fogo. A defesa de Mário Wilson sustentou que o investigador agiu sob forte estresse e acreditou estar em perigo iminente. Já a acusação buscava uma pena mais severa, argumentando que a conduta foi desproporcional.

A decisão judicial encerra uma etapa importante do processo, mas ainda cabe recurso. O Ministério Público Estadual (MPE) deve avaliar se recorrerá da sentença para tentar ampliar a condenação. O clima no fórum foi de forte emoção, com a presença de familiares da vítima que lamentaram o desfecho do caso, considerado por eles como brando diante da perda da vida do oficial.

 
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