da Redação
29/04/2026 - 10:07
O ex-presidente da Unimed Cuiabá, Rubens Carlos de Oliveira Júnior, tornou-se réu em mais uma ação penal movida pelo Ministério Público Federal (MPF). A decisão da Justiça Federal acolhe a denúncia que aponta indícios de crimes financeiros e irregularidades administrativas cometidas durante o período em que o médico esteve à frente da cooperativa de saúde.
Esta nova etapa judicial é desdobramento de investigações que apuram um suposto "rombo" financeiro nas contas da instituição. O MPF sustenta que foram praticadas manobras contábeis para omitir passivos e inflar resultados, o que teria induzido a erro os órgãos de fiscalização e os próprios cooperados. A denúncia detalha pagamentos a prestadores de serviços que não teriam comprovação de execução, além de contratos com cláusulas consideradas lesivas ao patrimônio da cooperativa.
A defesa do ex-gestor tem reiterado em manifestações anteriores que todas as contas foram auditadas na época e que as acusações carecem de provas técnicas robustas. Os advogados sustentam que as decisões tomadas foram estritamente profissionais e visavam o crescimento da operadora no mercado regional. Com a aceitação da denúncia, o processo entra na fase de instrução, onde serão ouvidas testemunhas de acusação, defesa e realizados novos exames periciais.
O caso da Unimed Cuiabá tem sido acompanhado de perto pelo setor de saúde suplementar e pelo Judiciário mato-grossense, dado o impacto da cooperativa no atendimento médico do estado. Além das ações na esfera federal, existem procedimentos em andamento no Ministério Público Estadual que também analisam a conduta da antiga diretoria. O desfecho desta nova ação penal poderá definir responsabilidades civis e criminais sobre a gestão que culminou em uma intervenção da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
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