Tiago Ferreira
06/03/2026 - 10:58 | Atualizada em 07/03/2026 - 12:53
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi, rebateu, nesta quinta-feira (5 de março), as declarações do presidente regional do PL, Ananias Filho, que sugeriu que o Partido Liberal seria a única sigla legitimamente de direita no cenário atual. Para Russi, a tentativa de se apropriar de um espectro político inteiro não reflete a realidade das diversas lideranças que atuam em Mato Grosso.
“A direita, a esquerda, o centro, não podem ter um dono. Ninguém é dono da direita, ninguém é dono da esquerda. Quem acredita numa política voltada à esquerda tem que ser respeitado, e a mesma coisa vale para os vários atores que trabalham no aspecto de direita”, afirmou o parlamentar. Max, que está em processo de transição do PSB para o Podemos — partido com maior alinhamento à direita —, destacou que diversos quadros políticos fora do PL compartilham desses valores e convicções.
O debate ganhou corpo em meio às movimentações da pré-campanha para as eleições de outubro. Para Max Russi, a postura adotada por lideranças do PL tem, por trás, uma estratégia eleitoral clara. “Eleitoralmente, isso é muito positivo. É muito bom assumir que o seu partido é o único de direita. Você, eleitoralmente, ganha com isso, porque vai atrair votos”, observou, embora ressalte que, pessoalmente, não concorda com a exclusividade defendida por Ananias.
O posicionamento de Max Russi soma-se às críticas feitas recentemente pelo governador Mauro Mendes (União) e pelo deputado Diego Guimarães (Republicanos). O embate reflete a acirrada disputa por espaço no cenário político mato-grossense, onde o PL, com a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo, busca consolidar sua base, enquanto o grupo liderado pelo governador Mauro Mendes, que defende a candidatura de Otaviano Pivetta, tenta manter o protagonismo administrativo e político no Estado.
A discussão sobre quem é o verdadeiro representante da direita no Estado tem marcado os debates da pré-campanha, sinalizando que a disputa ideológica será um dos pilares centrais do processo eleitoral de 2026.
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