Sábado, 11 de abril de 2026
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Polícia Federal investiga prefeito de Sorriso (MT) por esquema de "caixa 2" nas eleições

Terceira fase da Operação Rustius cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de Alei Fernandes (União), além de determinar bloqueio de contas e sequestro de R$ 608 mil.

O prefeito de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, Alei Fernandes (União), foi o principal alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira (5 de março). A ação integra a terceira fase da "Operação Rustius", que investiga suspeitas de fraudes nas eleições de 2024, focando em um esquema estruturado de financiamento ilícito de campanha.

Além do cumprimento de mandados de busca e apreensão em sua residência, o gestor teve suas contas bancárias bloqueadas por determinação judicial, que também ordenou o sequestro de R$ 608 mil. Segundo a PF, a investigação aponta para a existência de empréstimos clandestinos, omissão de gastos eleitorais e a realização de pagamentos em dinheiro a prestadores de serviço que não foram declarados oficialmente.

Indiciamentos e o Esquema

A investigação revelou um cenário de financiamento irregular que, conforme os delegados federais, alterou significativamente o montante real de recursos utilizados na disputa eleitoral. Ao todo, 23 pessoas foram indiciadas, sendo 21 delas por inserção de informações falsas ou omissão na prestação de contas — prática popularmente conhecida como "caixa 2". Há ainda indiciamentos por crimes contra o sistema financeiro e contra a economia popular.

O grupo, de acordo com o inquérito, utilizava estratégias como a pulverização de valores por meio de terceiros e a triangulação de despesas com campanhas de vereadores para ocultar a origem e o destino do dinheiro.

Posicionamento da Defesa

Em nota oficial, a defesa de Alei Fernandes manifestou surpresa com a deflagração da nova fase da operação policial. Os advogados argumentam que o prefeito já teria sido absolvido pela Justiça Eleitoral de acusações anteriores de "caixa 2", ocasião em que a Justiça concluiu não haver provas suficientes para sustentar as alegações do Ministério Público Eleitoral e de adversários políticos. A defesa informou ainda que, até o momento, não teve acesso integral aos novos autos do processo.

 
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